A Kombi e a Náusea

Contos de Urzeda

Explore "A Kombi e a Náusea", um conto onde o cotidiano se entrelaça com o surreal.
Projeto Contos de Urzeda apresenta o conto: A Kombi e a Náusea, de Eber Urzeda dos Santos

O dia mal havia amanhecido quando Benny estremeceu, uma sensação incômoda percorreu sua espinha. Seus olhos arregalaram ao ver o líquido vermelho-sangue, espesso e vivo, a escorrer lentamente pela porta enferrujada de sua velha Kombi azul. O tom carmesim contrastava fortemente com a pintura desbotada do velho furgão, formando uma imagem quase macabra.

Na noite anterior, ele havia estacionado ao lado de sua pequena frutaria: um estabelecimento humilde porém querido, um pedaço do seu mundo em meio ao caos da cidade. Tinha deixado a Kombi e montado em sua fiel bicicleta cargueira, também azul, mas de um tom mais escuro, como se carregasse a sombra da noite consigo.

Mas agora, diante daquele fluido rubro que se acumulava numa poça sob a Kombi, Benny foi assolado pela náusea. Não era apenas o medo que o líquido macabro despertava, era também a repentina consciência de que aquele dia seria atípico, de que sua vida mecânica e previsível estava prestes a ser lançada no turbilhão do desconhecido.

Girando a chave na fechadura, um dilúvio de pensamentos começou a inundar a mente de Benny, ondas de medo e angústia emergindo de um oceano profundo de incertezas. Aquela angústia era fruto do trabalho forçado, resultado de circunstâncias que há muito haviam se desprendido de seu controle. Enquanto a chave rodava com um chiado metálico, com giros que pareciam intermináveis, cada volta mergulhava Benny mais fundo em seu próprio abismo de pensamentos.

Subitamente, uma sensação estranha perturbou seu ser. A familiar tranquilidade do lugar soou suspeita, como se estivesse carregada de silêncios não naturais e vazios. Pensou ter ouvido ruídos vindos do interior da Kombi, um som abafado que parecia emergir das profundezas do furgão. A sensação de solidão, que antes dominava o ambiente, desvaneceu, substituída por um desconforto misterioso.

Parado diante da porta da loja, de costas para a velha Kombi azul, Benny sentia a adrenalina correr por suas veias. Sentia como se estivesse à beira de uma grande revelação, ou talvez um perigo iminente. O ladrão de legumes, ele ponderou, poderia estar à espreita, pronto para surpreendê-lo em um momento de descuido. Era um jogo de gato e rato: enquanto o trinco da porta roubava seu tempo e paciência, o ladrão, sem cerimônias, aparecia e amordaçava batatas e carambolas. A fome verdadeira, afinal, não era seletiva.

Finalmente, desistiu de girar a chave. Seu olhar inquieto vagava pelo ambiente, as orelhas atentas aos menores ruídos. Convicto, Benny murmurou para si mesmo que o demônio vivia nos buracos das fechaduras, uma ideia que justificava seu medo crescente. Deixando a chave na fechadura, ele recuou um passo, preparado para qualquer eventualidade.

Benny lançou um olhar ao redor, sua vista pousando sobre a cidade letárgica e adormecida. Parecia envolta em um véu de apatia, um gigante que respirava lento e fundo, imerso em sonhos. Numa lentidão cautelosa, aproximou-se da Kombi, deixando que a mão esquerda deslizasse até a maçaneta da porta lateral do veículo. O metal frio e desgastado pulsava sob seu toque, uma ligação silenciosa entre homem e máquina.

A praça da Matriz, situada na pequena cidade de Hidrolândia, no interior goiano, se estendia a sua frente. Esvaziada de vida, parecia tão deserta quanto o resto da cidade. Naquela época, na década de noventa, diferentemente dos dias atuais, a praça desempenhava um papel de destaque na vida cotidiana do pacato município. Ecos dos risos, sussurros e beijos roubados que ali ocorriam ainda pareciam reverberar entre os arbustos e ervas daninhas dos canteiros elevados. Dessas tramas secretas nasciam futuros pastores de gente sem graça, padres com talentos administrativos e pedreiros exímios em demolir a história.

Porém, naquela manhã de sábado, o lugar estava estranhamente calmo, livre de qualquer tipo de assédio, pois tanto o comércio indolente quanto os edifícios religiosos e escolares estavam fechados. Um silêncio tão profundo cobria a cidade que a própria quietude parecia ter som. Benny olhou para a mão trêmula que ainda repousava na maçaneta da Kombi. O frio do alumínio se impregnava na sua pele, um gelo metálico que ameaçava congelar seus dedos. A tranquilidade usual do lugar, agora, parecia carregar um sussurro inquietante, e Benny não pôde deixar de se perguntar o que o aguardava dentro da velha Kombi.

Antes de ceder ao impulso de abrir a porta da velha Kombi, Benny hesitou. O medo e a curiosidade travavam um duelo em sua mente, cada um procurando ganhar a mão sobre o outro. Com a cautela de um predador se aproximando de sua presa, ele inclinou-se para olhar através dos vidros da janela. Seu reflexo desvanecido no vidro empoeirado se misturava com a cena obscura que se revelava por trás dele. No entanto, nada pôde discernir de concreto, apenas uma névoa densa com movimentos circulares parecia se insinuar através das frestas da porta enferrujada.

De repente, Benny teve a impressão de que alguém estava fumando ervas ou acendendo incensos no interior do furgão. A imagem de fumaça espiralando em torno de um habitáculo escuro e restrito inundou sua mente. No início, pensou que poderia ser condensação pela umidade matinal, uma explicação simples e confortável. No entanto, essa suposição foi rapidamente desmentida quando uma brisa gentil lhe trouxe o aroma que emanava do interior de sua “gordinha”, como ele havia afetuosamente apelidado a sua fiel companheira de quatro rodas.

A brisa carregava consigo um aroma que causou um estranho desconforto em sua alma. Era um perfume inesperadamente cítrico e adocicado, uma fragrância que, de alguma forma, se entrelaçava com o cheiro putrefato de batatas e cebolas esquecidas. A combinação teria certamente causado ânsias de vômito e vertigem em qualquer outro, mas para Benny, era diferente. Em meio àquela estranha essência aromática, ele encontrou notas de prazer e sensualidade, um convite misterioso que só serviu para aumentar seu desejo de desvendar o que se escondia dentro da velha Kombi.

Lembranças de amor começaram a invadir-lhe a mente, varrendo a névoa do medo que o aprisionava. Eram recordações sublimes: as serenatas cantadas ao luar, as aventuras amorosas ocultas entre caixas de madeira, embriagadas pelo estonteante odor de gasolina. Este último tão real que parecia queimar suas narinas, e a sensação abrupta quase o fez tropeçar, um lembrete arrepiante da proximidade que tinha com seu passado.

No entanto, nem todas as memórias eram tão doces. Com as boas vieram também as más, e o medo do que ele havia deixado para trás começou a desafinar a melodia regular de seus batimentos cardíacos. Uma orquestra de medo e anseio tocando uma sinfonia dissonante em seu peito. A figura de seu pai, o peso de sua mão acusadora, reverberou em seus pensamentos, tão real e tangível que sentiu o eco em suas costas, como se ainda estivesse sob sua sombra, vendo como marcas de mãos violentas tatuavam seu corpo para sempre.

Fez uma careta, apertando os olhos enquanto um punhado de lágrimas não derramadas encontrou o caminho para a superfície. Eram lágrimas velhas, reprimidas há muito tempo, agora libertadas pela onda de emoções. Balançou a cabeça, como se o simples ato pudesse expulsar as memórias persistentes. No entanto, desta vez, em vez de se ver como o filho assustado, se viu como o célebre rei das peças teatrais, aquele que aparece em cena apenas para restabelecer a ordem natural das coisas.

A imagem lhe trouxe uma estranha sensação de consolo. Talvez, ele pensou, estivesse na hora de enfrentar seu passado, de deixar de ser um espectador passivo para se tornar o protagonista de sua própria história. Com essa nova resolução, ele secou as lágrimas e voltou sua atenção para a velha Kombi, preparado para enfrentar o que quer que o esperasse.

Reunindo as migalhas de coragem que tinham sobrevivido ao assalto de sua feroz covardia, Benny estendeu a mão trêmula em direção à maçaneta da Kombi. Sentiu o frio do metal contra sua pele, uma realidade tangível que lhe oferecia um momento de respiro antes de mergulhar no desconhecido. Tomou fôlego, sentindo o ar frio preencher seus pulmões e, com um ímpeto nascido da necessidade, girou a maçaneta. A porta cedeu com um gemido surdo, revelando o que estava escondido em seu interior.

O que encontrou em meio à névoa e ao aroma peculiar foi algo que desafiou sua compreensão de realidade. Era como se um véu tivesse sido levantado, revelando um universo paralelo que existia dentro daquele veículo aparentemente comum. Por um momento, Benny se viu em pé na borda de um precipício de compreensão, olhando para o abismo de perguntas e possibilidades que se abriam diante dele. Tudo isso o fez questionar a essência de sua própria existência, como se o simples ato de abrir aquela porta tivesse desvendado uma verdade mais profunda sobre si mesmo e o mundo em que vivia.

À medida que Benny processava o que estava vendo, uma compreensão clara começou a surgir de sua confusão. A vida, percebeu ele, era como aquela velha Kombi: um encontro caótico de contingências, desejos, medos e experiências. Cada elemento contribuía para a teia complexa de sua existência, trazendo consigo uma nova perspectiva ou um novo desafio. E tudo isso, a beleza e a feiura, a alegria e o medo, a certeza e a incerteza, convergiam para uma sensação constante de náusea existencial, um desconforto que era ao mesmo tempo assustador e inescapavelmente real.

Diante do caos inextricável e da beleza desordenada dentro da velha Kombi, Benny encontrou-se mergulhado em reflexões profundas. Como um marinheiro perdido em um mar de pensamentos, suas ideias navegavam entre o ser e o nada, confrontando a verdade de sua existência em cada onda que se levantava. E, em cada respiração, Benny se deparava com os fantasmas de seu passado e a realidade nua de seu presente, duas forças eternamente em conflito, buscando um equilíbrio tênue.

No turbilhão de suas reflexões, lembranças de escolhas feitas e renúncias suportadas vieram à tona, como destroços emergindo das profundezas de um oceano agitado. A cada encontro com esses fragmentos de sua vida, uma nova perspectiva se revelava. A busca incessante pelo significado em um mundo que, muitas vezes, parecia indiferente aos anseios humanos, se tornou mais um lembrete de sua constante luta para encontrar seu lugar no grande esquema das coisas.

Então, como um farol cortando a escuridão, veio a lembrança de Antoine Roquentin, o protagonista da obra de Jean-Paul Sartre, “A Náusea”. Como Roquentin, Benny percebeu que o absurdo da existência não era algo a ser temido, mas uma condição a ser enfrentada. Talvez, até mesmo apreciada em toda a sua complexidade. Afinal, é na luta para compreender o inexplicável que nos encontramos, e, no final das contas, talvez essa seja a verdadeira essência da vida.

No entanto, em meio àquela tormenta de pensamentos, surgiu a figura que era objeto de seus desejos, trazendo com ela um oásis de serenidade. De pele fina e delicada, tingida com tons quentes e avermelhados, Silvie emergiu como uma musa. Dançando ao som dos acordes de uma viola caipira, seu corpo se movia em harmonia com a melodia que apenas Benny parecia ouvir.

Silvie era realmente uma criatura especial, seu brilho destoava das demais figuras mundanas com as quais ele costumava se deparar. Havia algo nela que se renovava constantemente, uma efervescência que parecia estar em constante transformação, adaptando-se às condições de sua existência. Benny a amava intensamente, especialmente às terças e sextas-feiras, quando a natureza dessa relação se revelava e se renovava em toda a sua profundidade.

Não obstante, em meio a esse amor, havia uma pitada de angústia. Benny sabia que Silvie, por mais que ele a desejasse, jamais teria condições de subverter seu próprio status quo. Ele compreendia, mesmo que dolorosamente, que ela jamais poderia devolver o amor que ele lhe dedicava naqueles dias de não-feira.

Esse conhecimento lançava uma sombra sobre o amor de Benny, mas não o diminuía. Pelo contrário, tornava cada encontro com Silvie mais precioso, mais amargo e doce. Porque, no final, Benny entendia que o amor nem sempre é retribuído da maneira que esperamos — mas isso não o torna menos válido, menos real, menos impactante. E com esse pensamento, Benny se segurava, encarando a realidade de sua existência e a complexidade de seu amor por Silvie.

Benny recordou-se dos momentos em que a deixou trancada em sua Kombi, a mente se enchendo de memórias afetuosas, mas tingidas com um toque de culpa. Era sua maneira de protegê-la, cuidados que muitas vezes transbordavam para o exagero, em um emaranhado complexo de preocupação, posse e, talvez, ciúme. Os ladrões eram uma realidade concreta na cidade, uma ameaça que pairava sobre o amor que ele nutria por Silvie. Na sua mente, justificava-se que a defesa de seu amor deveria ser feita à força, entre punhos cerrados e cadeados.

No entanto, desta vez, algo dentro dele se agitava. A sensação de que ela poderia estar zangada por ter sido deixada sozinha durante várias horas começou a perturbá-lo. Este pensamento inquietante, essa possibilidade, deixava-o em um estado de ansiedade crescente.

As lembranças e sentimentos de preocupação estavam criando um tumulto emocional dentro de Benny. Ele lutava para manter a calma, para não se deixar levar por pensamentos de angústia e culpa. Mas a dúvida era uma companheira implacável, sempre presente em cada pensamento que passava por sua mente, enchendo cada momento de sua espera com uma crescente sensação de inquietação.

O coração de Benny estava tão apertado que a dor era quase palpável. Mesmo que sua visão de mundo lhe lembrasse constantemente a impossibilidade de Silvie sofrer, as náuseas se apossavam dele, uma confluência de angústia existencial e desconforto físico. Cada batida do coração parecia amplificar a sensação, como um lembrete constante de seu amor não correspondido.

Por fim, uma única lágrima escapou, rolando livremente pelo rosto marcado e caindo sobre o líquido denso e avermelhado que ainda marcava o chão. O gesto involuntário de emoção surpreendeu Benny, levando-o a questionar: “Por que há lágrimas no lugar de sorrisos?”. Reflexões surgiram então, preenchendo sua mente como nos momentos de ócio do pós-almoço. Ele pensou sobre o algo e o nada a fazer, sobre os clientes preguiçosos embalados pelas suas redes de retalhos durante a sesta, sobre a presença daquela lágrima solitária e a ausência do sorriso durante a proteção que ele acreditava ser corretiva e necessária.

Ele se imaginou então cercado por mulheres impuras e ousadas no grande e mais antigo “nec-otium” da vida. Um sorriso curioso se formou em seus lábios ao pensar em quantas vezes ajudou a “limpar” o mundo dessas impurezas, mesmo que essa percepção fosse apenas dele. Ao lembrar desses momentos, conseguiu encontrar um pouco de paz em meio à tempestade de emoções, um resquício de satisfação em meio ao mar de incertezas.

Dez longos segundos se arrastaram, cada um deles uma eternidade, desde que Benny segurou a maçaneta da Kombi. Ele prendeu a respiração, sua mão tremendo levemente, antes de girar a alavanca com força e abrir a porta num arroubo de raiva. A luz do sol matutino derramou-se no interior do veículo, revelando uma cena que o fez congelar em seu lugar.

Seu rosto, marcado pela fadiga e iluminado pela luz da manhã, transformou-se num retrato de horror. Era como se ele tivesse se deparado com seu próprio retrato de Dorian Gray, a imagem de sua alma exposta para o mundo ver, sob o olhar atento e implacável da Medusa. Lá, estirada aos seus pés, jazia Silvie, caída e inerte.

Em seu modo particular de ver a vida, uma caixa com várias outras Silvies havia se desprendido, amassando e quase partindo ao meio o corpo daquela que era o objeto de seu amor. O choque de vê-la assim o levou aos joelhos. Com mãos trêmulas, ele pegou o pequeno cadáver frio, apertando-o contra o peito num gesto de desespero e amor não correspondido. As lágrimas inundaram seus olhos, escorrendo livremente pelo seu rosto, enquanto ele chorava de forma copiosa e descontrolada pela perda inesperada.

Com a alvorada, os primeiros raios de sol rompiam a quietude da manhã, lançando sombras longas pelas ruas ainda adormecidas. As figuras dispersas dos primeiros pedestres do dia começavam a despertar a cidade, lançando olhares curiosos, mas desinteressados, na direção da Kombi estacionada na Praça da Matriz. Ali, um espetáculo insólito se desenrolava, desafiando toda a lógica.

Diante deles, um homem cravava os joelhos no asfalto, apertando contra o peito uma mulher morta e um tomate amassado. As sementes, como pequenas lágrimas de um luto inesperado, escorriam-lhe entre os dedos e se perdiam no chão. A dor que se manifestava em seu rosto e o choro lancinante que escapava de seus lábios revelavam uma tragédia pessoal profunda e confusa: a perda de um fruto ainda não vendido.

Quando o silêncio e a indiferença já pareciam ser os únicos consolos possíveis para o homem de joelhos, algo notável aconteceu. Ele ergueu o rosto, varreu a praça com os olhos, e em seu olhar a tristeza deu lugar a um brilho resoluto. Com um suspiro profundo, levantou-se e olhou para o tomate amassado nas mãos. Então, em uma reviravolta inexplicável, lançou a fruta ao céu com um riso selvagem, deixando cair uma chuva de sementes sobre a praça indiferente.

Os pedestres, embora surpresos, não ofereceram auxílio. Eles continuaram em seu caminho, alguns sacudindo a cabeça, outros sorrindo com incredulidade, cada um absorto em sua própria manhã de sábado. Com escolas e igrejas fechadas, parecia haver um pacto silencioso entre o ócio e o negócio, entre o ser e o nada.

Eber Urzeda dos Santos
A Kombi e a Náusea
Coleção: Trevas do Eu

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